Tecnologia, Futebol e Divagações
21 Jan // php the_time('Y') ?>
Vocês devem estar se perguntando: Como assim tecnologia e Brasil não combinam?
Tudo começou quando eu e minha namorada começamos a pesquisar preços de notebooks. Nossa intenção era comprar de uma loja no Brasil, uma máquina de marca, com garantia do fabricante e com ótimos recursos, dado que, com a nossa formação (somos formados em Ciência da Computação), sempre preferimos equipamentos mais robustos.A nossa pesquisa nos levou à equipamentos muito ruins, se comparado com equipamentos vendidos no exterior na mesma faixa de preço. As melhores máquinas, essas passam fácil dos R$ 5 mil. E isto não significa que essas máquinas melhores sejam ainda as que gostarÃamos de adquirir.
Um exemplo: Consultei o site da Apple para ver quanto custava um MacBook Pro. Bem, um MacBook Pro é um baita notebook. Para efeito de comparação, peguei o seguinte modelo: MA895LL/A.
Preço nos EUA: US$ 1,999.00
Preço no Brasil: R$ 8.799,00
Quer dizer, adotando como cotação, US$ 1 = R$ 2,00, temos que o mesmo notebook tem uma diferença gritante de R$ 4.801 (Quatro mil, oitocentos e um reais). Ou seja, com o dinheiro que você compra um notebook aqui no Brasil, você compra 2 nos EUA e ainda te sobra dinheiro. Ou melhor, dá quase pra ir a Miami de avião, comprar seu Mac, voltar de avião e ainda pagar o imposto de importação. Um absurdo por assim dizer.
Outro exemplo: em reportagem do Estadão Online há algum tempo, foi constatado que o iPod brasileiro é o mais caro do mundo. Em pesquisa realizada pelo banco australiano Commonwealth Bank, o iPod nano ultrafino de 4Gb custa, em média, US$ 369.61, contra US$ 318.60 na Bulgária, segunda colocada no “ranking”, US$ 149.00 nos EUA e US$ 148.12 em Hong Kong, lugar onde o iPod foi considerado mais barato do mundo. Vejam que há uma diferença absurda de US$ 221,49 com relação a Hong Kong e US$ 220.61 em relação aos americanos. Ou seja, com o preço que pagamos num iPod, o americano compra 2 e mais algumas músicas na Loja iTunes.
E tudo isto me levou a pensar como o governo e as empresas, sejam elas nacionais ou aquelas em que há representação no Brasil, nos privam dos produtos de alta tecnologia, seja por preços totalmente fora da realidade brasileira ou simplesmente por ignorar a existência de demanda de consumo por parte dos brasileiros.
Voltando ao iTunes, essa é outra bronca que tenho com relação ao descaso com o Brasil em relação à tecnologia. As gravadoras e artistas reclamam e fazem campanha contra a pirataria, mas não disponibilizam nenhum outro meio de as pessoas adquirirem música de maneira legal que não seja a compra de cds. Minto, há outras opções sim. Há uma variedade de lojas online de músicas no Brasil, onde você pode comprar faixas de músicas dos seus artistas preferidos. Mas a maioria delas, além de ter um acervo pobre, se comparado aos gigantes mundiais de vendas de musica online, cobram por exemplo, cerca de R$ 2,49 por faixa de um álbum do Chico Buarque, que contém 11 faixas. Esse album sairia em torno de R$ 27,50, sem a midia fÃsica, sem encarte, e com a restrição de que você nunca poderá emprestar as músicas para alguém ouvir, além de ser incompatÃvel com outros sistemas operacionais que não o Windows. No Itunes, você pode comprar faixas a US$ 0.99, sem restrição de cópias, além de o seu acervo ser gigantesco, fora as outras opções como compra de filmes e seriados, que nem vou me dar ao trabalho de comentar.
Tudo isso me faz chegar à seguinte conclusão: O tal do custo Brasil inviabiliza TUDO relacionado a tecnologia. Sejam eles computadores, video-games, telefones celulares… E é algo ridÃculo, já que a maioria desses Ãtens não é produzido no paÃs, e o argumento para os impostos como proteção da indústria nacional é descabida e não tem sentido algum. E pior, cobra o imposto como forma de proteger a indústria brasileira e ao mesmo tempo cobra dessa mesma indústria na mesma proporção, também inviabilizando que essas empresas produzam equipamentos de qualidade a preço acessÃvel, fazendo com que elas tenham que concorrer de maneira desigual com os produtos importados contrabandeados, que entram no paÃs sem pagar imposto algum.
Então, ou o governo dá fortes incentivos para que esse tipo de indústria se instale aqui, fazendo com que o nosso mercado tenha acesso a esses produtos num patamar condizente com a nossa realidade econômica, ou libera geral a importação de eletrônicos, cobrando somente os impostos sobre o comércio destes ou então teremos que continuar dependendo do camelô Hi-Tech quando quisermos comprar o novo Mac, ou então o novo iPod sofisticadÃssimo.
Olha o iPod, olha o Playstation 3!!!
Em tempo: Para quem acompanha o blog, comprei o meu notebook na Dell, pagando todos os impostos como reza a cartilha do bom cidadão. Paguei cerca de R$ 2.300. Só a tÃtulo de comparação, o mesmo modelo na Dell americana sai por US$ 689.00, ou R$ 1.378,00, se aplicarmos aquela cotação de US$ 1 = R$ 2. A conclusão disso tudo fica por conta de vocês.
3 Jan // php the_time('Y') ?>
Pois é pessoal. O ano de 2007 se foi e 2008 chegou. E as (promessas de) mudanças começaram. Resolvi trocar o layout do Blog pra algo mais clean, mais claro. E também aproveitei para fazer uma atualização no Wordpress, que há muito estava pedindo essa atualização.
No campo pessoal muita coisa mudou pra mim. Espero que essas mudanças me façam crescer e melhorar como pessoa e profissional.
Vou tentar lançar uma nova idéia aqui no blog: “Livros que estou lendo”. O primeiro que vou adicionar aqui é um livro chamado “Os Segredos da mente milionária”, de T. Harv Eker, da Editora Sextante. O livro aborda como podemos enriquecer mudando os nossos conceitos e hábitos em relação ao dinheiro.

Como o livro foi bem barato (paguei R$ 17,90 no Carrefour), me arrisquei e me surpreendi. Claro que ele não dita fórmulas mágicas e você não vai enriquecer da noite para o dia, mas mostra como velhos hábitos podem atrapalhar o nosso crescimento financeiro. Ele aborda que o problema não é o dinheiro em si, mas velhos mitos que fazem parte do subconsciente da pessoas como o “O dinheiro é a raiz de todos os males”, ou então que os ricos são pessoas desonestas. T. Harv Eker nos incentiva a adotar hábitos e atitudes de pessoas bem-sucedidas, copiar as suas fórmulas de sucesso, que são muito semelhantes entre aqueles que tem a sua liberdade financeira.
E por que eu faço uma propaganda para esse livro? Pois acabei adotando meio que sem querer algumas “táticas” que ele cita, antes mesmo de conhecê-las, e, a menos que tenha sido uma imensa coincidência, muita coisa deu certo no ano que passou e a minha famÃlia foi capaz de conseguir coisas que não imaginávamos. Imagina se tivéssemos lido o livro e aplicado as lições que o autor nos traz (o que é algo que pretendo fazer neste ano que se inicia).
Ainda não terminei o livro (o livro tem 176 páginas e eu ainda estou na 106), mas espero terminá-lo em breve e pôr em prática os ensinamentos de “Harv” o mais rápido possÃvel. Na pior da hipóteses, eu vou saber o que não devo fazer para enriquecer.